8.9.14

Juro que hoje eu fumaria um cigarro. Olho para os colegas que descem oito andares, saem do prédio, acendem um cigarro, várias vezes ao dia, e consigo compreender como funciona para eles. Está difícil aguardar o passar dos minutos, tem uma inquietação morando aqui dentro do peito. Eu não fumo, então, não me resta nem alguns segundos de alívio, de completude. Adquiri recentemente as manias de bater pés, tremer pernas, arrancar cílios, falar com quem não quero, tudo como sintoma de um grande tédio que se instalou na minha existência. Tenho medo de desejar e querer mais do que posso, então perceber que só me resta a minha vida pacata e a inquietação morando dentro do peito de novo. Fico pensando em mandar uma mensagem e transar loucamente essa noite, para ver se passa. Talvez só aumente. Quando a festa acaba, todos voltam para os seus mundinhos pessoais e intransferíveis.

Quem eu amo não me ama e pela primeira vez na minha vida estou conformada. Quem me ama me tem.

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