9.5.14

Eu estava viajando, a caminho de alguma praia, estava de biquini rosa, algo que jamais usaria, mas a cor se destacava. A família dela estava lá, inclusive ela, vestida da sua forma e orgulhosa de si mesma, sem vergonha de mostrar o corpo, linda. De repente percebi que não estavamos indo à praia, mas subindo as montanhas do Valle Nevado, então eu disse que aquilo era o tipo de coisa para fazer uma só vez na vida, por causa das intermináveis curvas fechadas, e que se eu soubesse que era aquele o destino teria tomado um engov. (Quer saber, a viagem ao Chile foi inesquecível e, apesar das curvas fechadas, discordo de mim mesma e afirmo que faria de novo.) Paramos antes do ponto final e descemos em uma cidadezinha deserta congelada imaginária, entramos nas casas e achamos curioso o interior delas também estar congelado, imaginamos que fim levou as pessoas que ali moravam. No fim da tarde, no mirante, ela me abraçou por trás, colocando os braços sobre os meus braços, aquecendo o meu corpo, e eu exclamei: que gostoso! Ela perguntou: Gostoso o quê? O abraço? O sexo? O sexo não aconteceu. Constatamos com nostalgia que o sexo não aconteceu e que teria sido muito gostoso. Gostosa, você, eu disse. Vamos dar uma volta à sós? Sonho bom, acordei sorrindo.

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