31.3.14

Quando eu sorrio fechando os olhos percebo que há um interesse. Quando ele gagueja ao telefone e não flexiona o verbo corretamente, quando entre centenas de pessoas o olhar dela cruza com o meu, quando eu desvio o olhar com timidez e em seguida volto a procurar por ele. Gosto quando não fica tudo em evidência, gosto desse doce mistério antes de tudo acontecer. Que chato seria se a procura fosse fácil, se eu tivesse que me contentar com o óbvio. Então, quando acontece, mergulho na dúvida. Será que é necessário mesmo exercitar a perda do controle todos os dias? Rezo para perder o controle apesar do medo. Uma confusão me desnorteia, saber que apesar de ter aberto um caminho à fórceps, o que vem depois não depende de mim. Preciso do querer e da intenção, mesmo que venha com a delicadeza de uma manada de elefantes. Estou mais preparada do que nunca para ser eu mesma, por isso acredito em finais diferentes daqui pra frente.

3 comentários:

Joice Bruhn disse...

qual o nome do livro que devo comprar pra saber a continuação da história? já te disse um milhão de vezes… escreva!!!

Amanda disse...

Joice, estou apaixonada pela Frida. hehehe beijos!

Adriano Xavier disse...

achei que só eu não me contentava com o óbvio tedioso.