12.6.13

A resposta é: nada. Adivinhe qual é a pergunta.

Termino envolvida nas mesmas situações que me fazem permanecer com as mesmas dúvidas. Eu me dou infinitas respostas e desminto todas no segundo seguinte. Há um lugar dentro de cada um, como um pequeno baú no fundo do coração, cheio de memórias nebulosas do que foi dor. Procurar por respontas nesse lugar traz de volta tantos sentimentos misturados que é normal a fuga. Se mesmo assim, houver procura, dependendo das pistas encontradas, a cura pode estar próxima, mas como será a vida sem carregar dor no fundo do coração? Como será a vida sem este peso que me mantém com os pés no chão? Então, na busca de um falso conforto, repito as mesmas situações dolorosas, e essa dor companheira quase aquece meu coração.

Nada dura para sempre, nem mesmo a dor, e um simples questionamento pode, vagarosamente, estar mudando tudo aqui dentro.

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