3.8.12

Que sina que você é na minha vida. Já perdi as contas de quantas vezes mandei você embora, mas você sempre retorna despertando sentimentos em mim. Não importa o que eu diga, não importa quantas vezes eu feche a porta, você sempre volta. Estou me preocupando com esse seu sentimento de amizade. Hoje eu me pego olhando para as minhas mãos vazias, marcadas, e fico buscando na memória se há algo na minha casa que me lembre de você e que eu possa tocar. Não restou nenhum pedaço de nós. Meu bem - você fala assim - está ficando distante demais para mim, o esforço de lembrar, de não querer nem poder esquecer, a fumaça evaporou, a lembraça das cores das suas meias estão ficando em preto e branco, a música está ficando baixinha ensurdecedora, a sede e a saudade se aconchegando em mim. Eu tenho tanta dor no meu coração e você tem o poder de aliviar, mas você só vem pela metade. E toda vez que você diz que não acredita mais no amor ou que eu sou muito nova e sonhadora, me instiga a provar o contrário e eu não sei se eu continuo para provar ou se eu continuo porque realmente amo.

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