11.5.12

Aceitar o que passou e o que não teve tempo de acontecer, o que eu tentei e não consegui, o que terminou e o que não pode começar. Tenho mania de querer controlar os acontecimentos, agendar horários com o destino e mofar esperando por ele. Fico frustrada quando as coisas não acontecem como planejado, mas é até bom que seja assim, por que nem sempre eu faço escolhas inteligentes. Gosto que a vida escolha as pessoas, os lugares, as cores, um pouco por mim, para me ensinar o que faltou aprender no dia anterior. Preciso acreditar numa força maior, como no sol que sempre volta a brilhar. Sou assim, tão racional e forte para umas coisas e tão emocional e frágil para outras. Eu, às vezes, sou esse bichinho que fica rosnando de medo e choramingando pelos cantos, apegada, com dificuldade de deixar ir embora, mesmo que me cause mal, então, eu deixo um pedaço de mim. Eu me interrogo sobre o que eu sinto, racionalizo para separar o que é sentimento meu e o que é projeção. Larguei as cordas, soltei um pássaro na imensidão (que talvez seja meu próprio coração), assumi o que sinto e o que eu não consigo mudar. Tomei uma decisão importante, sobre o que eu não quero mais, sobre deixar o passado para trás finalmente, conversas que não vão mais me segurar, e estou feliz por ser quem eu sou e ter o que eu tenho. O amor, meu bem, é para ser raro mesmo.