16.8.11

Agora eu não quero me desafiar a alcançar o que tem se mostrado distante e difícil, vou soltar as amarras que vem esculpindo marcas nas minhas mãos, essa dor vagarosa e delicada que corrói lentamente. Não quero encarnar a personagem que é amada por ser corajosa e contraditoriamente dócil, aparentemente dócil, por que amor não é desafio, não é encenação, amor não é competição. Não, eu não tenho medo de sentir, não tenho medo de amar, eu sinto, eu adoro, eu amo. Só que viver quase sempre necessita um grande esforço e há também aquela outra vida que corre solta, que nos abraça quando desistimos, que é muito sábia, que pulsa forte dentro de cada um e é possível escutar e sentir o seu pulsar, aquela que não atende à nossa racionalização que às vezes se mostra tão incoerente. Eu decidi deixar a vida me levar um pouco, o que tiver que ser será, não vou ser eu a marcar horário para que seja, o relógio que conta o tempo não entende a variação de batidas de um coração.

Um comentário:

Dri disse...

Mulher! Você tem facebook ou Goodreads? É sempre bom manter por perto pessoas inspiradas como você...