12.7.11

Há tempos resolvi me fechar, por não encontrar outra solução que não fosse recolher os pedaços do chão e tentar colocá-los de volta no lugar. Quando fiz isso, me voltei para dentro e por lá fiquei. Não é covardia, nem tristeza, nem arrependimento, o que me consome é cansaço. Cada pessoa tem suas experiências e as minhas são um pouco diferentes, também não se trata de desejar uma vida dentro da normalidade, trata-se de não conseguir. Quando dou por mim, estou envolta nas mesmas situações, com os mesmos sentimentos. O aprendizado não está na repetição das mesmas situações, mas na forma como as resolvemos. E eu me esforço para resolvê-las sempre acrescentando novos parágrafos. É um jeito de caminhar.

Todos os dias eu amanheço com esperança no sol e no novo. Todos os dias eu tento expressar o que sinto de maneira clara e objetiva. Quando chega a noite eu me convenço de que esse é um mundo de impossibilidades. O meu amor é devolvido na frente da minha porta, sem remetente, como se fosse nada. A minha dor impera poderosa e bela, tornou-se o receptáculo dos meus desejos humanos insuportáveis. Há coisas muito boas em mim que estão se esvaindo, sentimentos que transbordam e se perdem. O meu amor renasce das cinzas. Hoje preciso não esquecer de como as coisas são/estão, do amor que me nutre e me move e do pensar amar que é apenas tédio. Confrontar a realidade, aguda, deliciosa e prazerosa realidade... libertadora.

Estou jogando xadrez na minha mente.
Estou testando as portas corta fogo.

Nenhum comentário: