14.6.11

Não houve rejeição dessa vez, houve uma pessoa sendo ela mesma. Assim eu sou, uma mente cheia e confusa, eu tento procurar as respostas certas e não as encontro. Eu não sei discutir sem palavras, eu não tenho argumentos que façam alguém querer ficar, nunca os tive. Todos sempre vão embora e o abandono é uma das coisas mais difíceis de suportar. As pessoas apenas deslizam para fora das vidas umas das outras, nada pode ser cobrado de quem se envolveu pela metade, nada pode ser dito, a despedida é velada e certa. Tenho engolido as minhas palavras todos esses anos, até o limite, só para não parecer louca por ficar triste. Meu erro é esperar, por que nada deveria ser esperado, mas você consegue viver sem esperar algo? Você é aquele tipo que não espera, faz acontecer? Uhum. Você escolhe, você não é escolhida. Eu fui abandonada por quem nunca esteve ao meu lado, em algumas épocas me senti abandonada até mesmo pelo tempo. Só as minhas ilusões nunca me abandonam. Sou forçada a cavar dentro de mim para buscar energia quando o mais fraco em mim fica maltratado, meus medos se escondem mortos de medo bem lá no fundo. Mesmo assim há coragem bastante. Enquanto você abandona o barco, saiba que eu nem embarquei. Mas você sabe, ah, você é experiente, você é malandra. No meio dessa tempestade eu carrego nas costas somente os sentimentos que me pertencem e não adianta mais usar minhas atitudes como arma para me acusar.

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