5.5.11

Sou estranha, estrangeira sem lugar, desfocada da paisagem, algumas vezes invisível, uma observadora da vida, do lado de fora de onde a cidade pulsa. Eu observo os meus sonhos mais jovens, doces e inteiros, escapando entre os meus dedos e sinto não poder forjar um ser que não existe em mim para continuar acreditando neles. Estou criando raízes na esperança de que isso signifique a morte de apenas uma das minhas facetas e que, com ela, alguma outra em mim ganhe mais espaço e mais força. Triste constatação - a banalidade dos sentimentos - de que tudo que vivo (vivi) tem (teve) um único objetivo que não se cumpre (cumpriu). A mentira cala o momento e o silêncio reina.

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