29.3.11

O destino me transportou delicadamente em suas asas, através de escolhas tortuosas que nem se concretizaram, mas que quase me colocaram na tua frente. Vi tua silhueta, reconheci tuas costas, teus movimentos por trás dos vidros, mesmo vidro da janela do teu carro que uma noite numa alucinação eu vi partir, mesmo vidro dos teus olhos que te escondem propositalmente. Vi teu abraço terno que nunca me abraçou, vi teu carinho que nunca me acarinhou, o calor de uma vez que não houve e que continua aguardando no meu corpo até hoje. Lembrei de uma noite fria em que te abracei com o meu corpo inteiro, te segurando, prendendo a tua fuga, sem conseguir impedir a tua esquiva, fechada para mim. Eu, hoje, entendo por quê, somos incompatíveis. Aquela cantora que gostávamos já lançou um novo disco, então, já passa da hora de te esquecer.

4 comentários:

nina f. disse...

muito bom!

A. disse...

:)

JB disse...

Realmente muito bom!

A. disse...

obrigada, querida.