25.2.11

Hoje acordei com as imagens esparramadas, escorrendo dentro de mim. Já aprendi que é assim que acontece quando desejo demais, fico carregada dessas emoções escorregadias. Os outros não percebem e por um lado é bom que não me enxerguem quando estou em fiapos. Há quem possa me ver, olhando nas minhas pupilas e nessa capacidade a dor se transmite como vírus, por isso o disfarce, a falta de entrega, o que não se mostra e não se reflete. Sou agradecida por ser vista em fiapos, inteira, ainda coberta de esperança. Sei que preciso me lapidar, que meu grito é pequeno e que minha alma é contida e pesada, que sofro por desejos e carências sem fim, que ainda tenho muito que aprender. Tem dias que fico assim, só alma, invisível aos olhos. Quantos sentimentos, quantas sensações... são invisíveis aos olhos. Eu vou passando, desviando das pessoas, um bater de ombros de um lado, um tropeço de outro, a mente hibernando, fazendo milhares de conexões por dentro, memórias combinadas com sentidos combinados com idéias. Vou lá e já volto.

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