20.1.11

Sou adepta à terapia de choque, aliás sou adepta a tentar de tudo que é jeito. Vou seguindo, vou tentando. Talvez o esquecimento absoluto seja pedir demais de algo que marcou tanto, então vou tentar conviver com a lembrança. Preciso dar um jeito na parte ruim, que tem me atrapalhado na tarefa de seguir em frente, se não for possível apagar, vou tentar deixar no canto, descansando para ser analisado quando eu tiver capacidade. Tenho reparado que dá para conviver com o impossível, que o impossível não morde, que pode ser apenas um desenho mal feito, uma leitura equivocada de minha parte, que o impossível não é necessariamente um estado de espírito, que ele existe e faz bem, se soubermos lidar com ele. Acho que é isso, vou te guardar num lugar seguro de uma vez por todas, não me vejo mais ao teu lado, nem desejo mais teus beijos, tua amizade nunca me caiu bem. Bye.

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