26.12.10

Não consigo distinguir se o que sinto é amor ou desespero, eu amo desesperadamente. Sou uma fratura exposta. Um bomba prestes a explodir. Uma alma que precisa ser salva dela mesma ou ser deixada para afundar nela mesma. Não sei precisar, não me deixo precisar, mas preciso tanto, por isso eu fujo. O mesmo ímpeto que me faz querer te devorar é que me faz fugir de ti correndo o mais veloz que puder. É o desespero que sinto, o precisar do amor, que me impede de amar civilizadamente.

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