2.11.10

Os poros esquecem o carinho, apesar do que fica construído por dentro. As outras sensações são tão velhas, a memória decorou através do tempo. O carinho é esquecido, pela suavidade do gesto ou pela ausência que conseguimos tolerar. Tão bom que não querendo esquecer a minha memória fica inventando o toque, segue na imaginação quando o frio é demais. A carne esqueceu como é, endureceu. Não é saudade, a falta é substituída por um vazio gélido, que resfria o coração, no início dói, mas depois acostuma, e é este acostumar o pior, quando penso que tudo bem se for sempre assim. Cansei de brutalidade. Sinto falta de conexões verdadeiras.

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