8.5.10

Ando cercada de gente interessante, pessoas de sorrisos sinceros e gostosos, de faces que ruborizam, de olhos que brilham, pessoas com histórias de simplicidade, perseverança e vitória, que seria até injusto afirmar que sinto alguma falta do tempo de solidão e silêncio. Quase não há silêncio, tenho dias, tardes e noites preenchidas com muitas palavras, palavras boas, mesmo que às vezes eu gagueje para repeti-las, mesmo que às vezes volte para casa cansada do ruído da cidade. Incluí pessoas na minha vida e novas palavras ao meu vocabulário, coisas do destino (deve ser), e não... não sinto saudade daquele sofrimento pesando sobre o peito, sentimento que vicia de forma que o peito leve parece estranho, flu-tu-an-te, estou com saúde e quando fico sozinha, enfim, canto, danço, me reencontro comigo, me analiso sem culpa, dou risada relembrando as piadas que me contaram, as quedas, os "micos", as entrelinhas (que ficaram mais claras, mais óbvias, mas não menos intrigantes). Comprei umas coisas para decorar a minha mesa, uns sapatos novos e sigo o baile.

3 comentários:

Anônimo disse...

feliz por você.

Charlie B. disse...

as palavras libertam, é isso é fato, hein?

Charlie B.

A. disse...

sim, libertam... e são meu refúgio.
a escrita é um fato, mas esse é outro texto. ;)