11.3.10

Tantas vezes fui buscar à janela, a lua cheia derramando seu brilho, e fiz pedidos ou estiquei os braços para ganhar carinhos da chuva, os melhores carinhos que podem existir. Tantas vezes levantei as mãos querendo alcançar as estrelas e prometi aceitar o que me fosse dado. Tanto já foi dado, tanto já foi arrancado. Mas o que se foi precisava nascer de mim e não me pertencer, as emoções ficam murmurando dentro de nós, ultrapassam a barreira do corpo, transitam no tempo e vez em quando se transformam em outras mais nobres. Quanto mais eu mudo, mais intensas elas ficam.

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