19.11.09


Tenho me sentido muito extensa. Se me toco, passeio com os dedos em quilômetros de estrada e quando penso que terminei, mesmo que tenha passado pelos mesmos lugares, ainda falta percorrê-los mais uma vez, mais uma vez. Quando pressiono as mãos sobre a pele sinto a minha pulsação, no peito o estufar da respiração cheia de estremecimentos, histórias caminhando por baixo da carne, em lugares que com as mãos eu não posso mais alcançar. Tenho me sentido assim, imensa, em altura, largura e profundidade. Se eu gritar, é como se a voz ecoasse em uma caverna fundo dentro de mim ou em um penhasco vazio há milênios, de terras não exploradas, onde não chegam as bocas, nem as palavras.

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