15.11.09

Pensei em esconder. Em não escrever hoje. Mudei de idéia. Este texto vai para quem me lê.

Eu tenho os meus alentos, alguns me vieram naturalmente, outros eu fui inventando. Alguns são especiais, por exemplo, a escrita. Escrever me ajuda a compreender o que penso e o que sinto. Outros, eu dispensava, mas. Outro grande alento meu é caminhar, eu não caminho no parque, por vezes nem mesmo com a roupa apropriada, caminho quando preciso, resolvo na hora, faço a opção por me transportar com meus próprios pés. Quando estou caminhando penso com mais clareza. São tantos pensamentos em mim. Tem uns que já moram comigo, não me largam aonde quer que eu vá. Outros visitam com menor ou maior frequência. Alguns são bem-vindos, outros não, mas confesso que agora, enquanto escrevo, até por estes sinto carinho. Meus pensamentos no fim das contas é que compõem o que sou, cada cor, cada palavra, eles saltam de mim antes do corpo.

Hoje, parece que não achei alento… A mente fica vagando perdida entre idéias que não se encaixam. Sempre as mesmas, eu tomo consciência delas, mas na prática elas não se encaixam. Eu fico parada entre o que eu busco entender e estas idéias que se fixaram há tanto tempo no meu eu, sobre mim, sobre a humanidade inteira, sobre o que eu fico sem querer repetindo, repetindo, repetindo calada. Não há alento para esta vontade absoluta de se expressar. VONTADE TAMANHA DE SER QUEM SE É. SOBERANA E NECESSÁRIA.

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