17.11.09

É meio extremista, embora eu acredite na importância da moderação, eu ainda não consigo ser ponderada. Eu subo e desço em segundos. Não gosto de ser assim, mas é assim que sou e, confesso, às vezes tem suas vantagens. É extremista como um adeus. Adeus é coisa de filme, de livro. É de muitas lágrimas. Adeus é tchau para sempre? É estranho dizer adeus. Então, hoje eu li um texto, mais um daqueles que dizem que viver é agora, e juntei com outros do Caio Fernando Abreu que, você sabe, fazem a minha cabeça. E aí… Por mais que eu acredite que um adeus é um ato extremista, na medida que o tempo vai passando, inevitavelmente tudo vai mudando, e é como se eu dissesse um adeus por dia. A vida é efêmera e eu sou bastante mutável. Quem dera isso não fosse um adeus, fosse um alerta. Não que eu acredite que um alerta à essa altura mudasse algo, porque na verdade o adeus de hoje já aconteceu. Eu também sinto muito. Sabe, não é romântico, não vai durar muito, aquilo que não apodrece com o tempo eu já tenho comigo, você também. Algo foi acrescentado sim, aqui dentro, o mais é perecível. Eu sei que é triste e que quebra os nossos sonhos, mas é a realidade da vida. Pode ser que eu me demore mais um pouco aqui, tem vezes que eu me demoro, nem tanto pela alegria que causa, mas pelos ingredientes que me envolvem. Mas pode ser que seja breve, não sei. Eu até ia dizer adeus, mas não vou, não precisa, que o dia de amanhã se encarrega, metade desse já passou.

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