20.10.09

Sentimento sem nome

Como falar do que não deram nome
Do que esqueceram de contar
O que sempre foi proibido anunciar
Aquilo que ninguém afirma sentir
E nem eu consigo repetir o nome que tem
Embora tenha repetido alguns nomes toda noite

Tentativas tolas de acalmar
O que não sossega nem em sonho
Como falar do que eu sei sem saber
Do que eu digo sem dizer
Do que eu mostro sem mostrar

O que eu não queria ter que entender
Preferia que passasse por mim oculto
Sem que me arranhasse em lugar algum
Mas que fica aqui pulsando, escravizando
Em forma de sussurro, grito abafado

O que poderia ser tão simples se domesticado
Mas que se fosse dominado perderia sua essência
O que paralisa e move a vida tantas vezes
O que temos que aprender a conviver com
Porque para sempre estará aqui
Porque para sempre estará aí

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