22.1.09

Preciso de férias de toda essa merda na qual estou metida. Estou até o pescoço. E não quero me afogar. No fundo do meu poço não tem mola alguma, sei bem, porque andei procurando, tateando cegamente. Lá dentro achei outras coisas, achei uma mulher que começou a andar diferente pelas ruas, mais solta: livre. Livre de uma liberdade que mais me cheira à solidão. Livre e enlamaçada e fadigada e carregando um peso de mil caminhões sobre o peito.

Queria teu colo, não tuas pernas, nem teus joelhos! Queria teu peito pra deitar minha cabeça, ouvindo a tua respiração tranquila e quente, enquanto tu me desembaraça os cabelos, amor que nunca tive.

3 comentários:

nada disse...

nada..sabe aquela pessoa do texto nada a fazer? sou eu. Deixa te dizer uma coisa. Por muito tempo esperei este colo que não veio. Exatamente como tu. Não precisavam palavras, só presença. Nada. Hoje as dificuldades são muito maiores por tantos outros problemas, mas uma coisa mudou. Olho nos olhos de todos, procuro alguém, um amigo, um cúmplice. Cumplicidade é a palavra mais importante. O maior de todos meus erros foi entregar a felicidade no nome de alguém que só buscava seu próprio bem, quase como uma planta parasita. Sabe aquele tipo que suga a energia de outro e vai embora? Tenho aprendido a ver melhor os que me rodeiam. Tenho plena convicção que é um caminho difícil. Principalmente pelo tipo de pessoa, de total entrega, que somos. Tudo isto só pra te dizer, VAI DAR CERTO. Seremos felizes, porque nascemos com o gene de saber o que é realmente importante. Tantos outros passam a vida tentando descobrir. Beijos

Amanda disse...

me preocupou um pouco essa história dos genes, nós temos os mesmos genes, anônimo? hehehehe, curiosa pra saber quem é você.

obrigada pelo otimismo. hoje também estou achando que VAI DAR CERTO e seremos felizes. nem que seja de cabelos brancos e bengala (sentada em algum lugar à beira mar, e lembrando com carinho de tudo, até mesmo das lágrimas). :)

beijos.

nada disse...

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