21.12.08

Tudo me afeta demais sempre. E assim, excessiva, eu sigo em frente sem entender como pode uma pessoa de excessos aguentar tanto calada. Quase sempre que tento falar sobre o que eu sinto me perco. Então, em desespero eu tento, como alguém sob suspeita com um holofote queimando a face, cuspir frases que façam algum sentido. Pego os sentimentos e lhes colo etiquetas marcadas com uma caligrafia trêmula, de quem não sabe muito bem o que está fazendo. Mas a verdade é que eu não entendo nada e isso me atormenta. Nunca aceito as respostas mais fáceis que a vida me dá. Reviro as gavetas, rasgo folhas em branco e muitas com apenas uma ou duas frases inacabadas. Dias e noites de vazio, sem jamais perder a esperança. Como pode?

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